Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
|
República de Cuba
|
|
|
MENU
0:00
|
|
|
Localização de Cuba no globo mundial |
|
|
Cidade mais populosa
|
|
|
-
Presidente da Assembleia Nacional
|
|
|
de Espanha
|
|
|
-
Declarada
|
|
|
- República declarada
|
20 de maio de 1902
|
|
1 de
janeiro de 1959
|
|
|
|
|
|
-
Total
|
|
|
|
|
|
-
Estimativa para 2012
|
11 167 325[1] hab.
|
|
102
hab./km² (106.º)
|
|
|
Estimativa
de 2012
|
|
|
-
Total
|
|
|
PIB (nominal)
|
Estimativa
de 2011
|
|
-
Total
|
|
|
IDH (2015)
|
|
|
Gini (2000)
|
0,38[4]
|
|
-
Verão (DST)
|
|
|
+53
|
|
|
|
|
Cuba (pronunciado em português: [ˈkubɐ]; pronunciado
em castelhano: [ˈkuβa]),
oficialmente República de Cuba,
é um país insularlocalizado no mar do Caribe (ou
mar das Caraíbas), na América Central e Caribe (sub-continente da América). O
arquipélago cubano consiste na ilha principal de Cuba, além da Ilha da
Juventude e de várias ilhas menores. Havana é
a maior cidade de Cuba e a capital do país, sendo Santiago de
Cuba a segunda maior cidade. Ao norte de Cuba se encontram
localizados os Estados Unidos e as Bahamas;
a oeste está o México; ao sul estão as Ilhas Cayman e
a Jamaica;
enquanto que a sudeste estão situados a Ilha de
Navassa e o Haiti. A Base Naval dos Estados Unidos em
Guantánamo está situada na ilha principal, Cuba.
Em 1492, Cristóvão Colombo descobriu e reivindicou
a ilha, hoje ocupada por Cuba, para o Reino de
Espanha. Cuba permaneceu como um território da Espanha até a Guerra Hispano-Americana, que terminou em
1898, sendo reconhecida como um país independente pela maioria dos países no
início do século XX. Entre 1953 e 1959 ocorreu a Revolução Cubana, que removeu a ditadura de Fulgencio
Batista[7] e
instalou um regime comunista unipartidário que
mantém os irmãos Castro no poder desde então.[8]
Cuba é o lar
de mais de 11 milhões de pessoas e é a nação-ilha mais populosa do
Caribe. Seu povo, sua cultura e
seus costumes foram formados a partir de fontes diversas, tais
como os povos tainos e ciboneys,
o período em que foi uma colônia do Império Espanhol, a introdução de escravos
africanos e a sua proximidade com os Estados
Unidos. Politicamente, Cuba é o único país comunista da América na
atualidade. Em todo o mundo, apenas a China, o Laos, o Vietnã e
a Coreia do Norte seguem adotando essa forma de
governo.
Cuba tem
uma taxa de alfabetização de
99,8%, uma taxa de mortalidade infantil inferior até
mesmo à de alguns países desenvolvidos, e uma expectativa de vida média de 79,39
(2014). Em 2006, Cuba foi a única nação no mundo que recebeu a definição
da WWF de desenvolvimento sustentável; ter uma pegada ecológica de menos de 1,8 hectares per capita e um Índice de Desenvolvimento Humano de
mais de 0,8 em 2007.
Etimologia
Não existe
consenso quanto à origem do nome cuba.
Entre as diferentes versões, há duas que se destacam: a primeira diz que a
palavra deriva dos termos taínos cubao, que significa onde a terra fértil abunda, ou coabana, que se traduziria como lugar amplo, e outra versão diz
que deriva da contração de duas palavras aruaques: coa (lugar, terra, terreno) e bana (grande). Circula
ainda a teoria de que Cristóvão Colombo possa ter nascido
em Cuba, uma vila portuguesa no Alentejo,
e esta ser a origem do nome da ilha.
História
Primeiros
povos e colonização espanhola
Cuba era
habitada principalmente por povos ameríndios conhecidos como taínos,
também chamados de aruaques pelos espanhóis, e guanajatabeis e ciboneys antes
da chegada dos espanhóis. Os antepassados desses nativos migraram séculos antes
da parte continental das Américas do Sul, Central e do Norte. Os nativos taínos chamavam a
ilha de Caobana. Os
povos taínos eram agricultores e caçadores, ao passo que os ciboneis eram
pescadores e caçadores e os guanatabeyes eram coletores.
Diego Velázquez de Cuéllar, o conquistador de
Cuba.
A ilha de
Cuba foi descoberta pelos europeus com a chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, que
batizou a ilha de Juana, uma homenagem a um dos filhos do rei da
Espanha. No entanto, o nome não vingou e o local ficou conhecido
pelo nome nativo. Colombo morreu acreditando que Cuba fosse uma península do continente americano. A condição insular
de Cuba foi esclarecida somente com explorações de Sebastián de Ocampo, que
deu a volta completa à ilha em 1509, verificando a existência de nativos
pacíficos e áreas para cultivar e aportar. A ocupação da ilha foi um dos
primeiros passos para a colonização do
continente pela Espanha.
Em
1510 Diego Velázquez desembarcou na ilha e
fundou a vila de Baracoa. No mesmo ano a Espanha estabeleceu a Capitania-geral de Cuba,
primeira administração da região, que englobava, além do território atual de
Cuba, a Flórida e a Luisiana espanhola. Diego Velázquez foi
governador da região até a sua morte, em 1524. Depois de Velázquez, aportaram
em Cuba Pánfilo de Narváez e Juan de
Grijalva, que não encontraram resistência dos indígenas. Ambos fundaram
várias vilas, como San Cristóbal de Habana e, posteriormente, as de Puerto
Príncipe (hoje Camaguey) e Santiago de
Cuba, que foi a primeira capital cubana.
Durante a
colonização, a Espanha investiu em monoculturas de açúcar e tabaco,
utilizando o sistema de plantagem, que no início contava com mão-de-obra escrava
indígena. Cerca de trinta anos depois da chegada dos espanhóis, a população
indígena já havia se reduzido de 120 mil para algumas centenas, devido a vários
fatores, tais como doenças, maus tratos e extermínio. Com a redução, a
mão-de-obra começou a ficar escassa. Por isso Diego Velázquez, que havia dado
início à exploração de minas, começou a substituir os nativos por escravos
africanos, semelhante ao que ocorreu em outras colônias espanholas e
portuguesas na América.
Independência
e domínio Americano
Carlos Manuel de Céspedes é conhecido
como "Pai da Pátria" em Cuba, tendo declarado a independência do país da Espanha em
1868
Os primeiros
movimentos em favor da independência da ilha datam do século XVIII, quando a
Espanha exigiu monopólio na comercialização do tabaco cubano, em razão da
valorização deste no mercado internacional. Os produtores de tabaco, conhecidos
como vergueiros,
se revoltaram, num movimento conhecido como Insurreição dos Vergueiros. No
século seguinte houve outros movimentos pró-independência, influenciados por
movimentos semelhantes em outras colônias. Todos foram contidos pela
administração colonial cubana, que não conseguia conciliar os interesses da
elite local com os da Coroa Espanhola.
A luta armada começou de fato em 10 de
outubro de 1868, num movimento denominado Grito de Yara. O advogado Carlos Manuel de Céspedes, em 1868,
organizou um movimento denominado "República em Armas". Essa revolta
contou com o apoio de várias nações americanas e dos Estados Unidos, mas a
Espanha continuou o seu domínio sobre a ilha. Posteriormente foi organizado
outro movimento, liderado por Antonio Maceo, Guillermón Moncada, Máximo Gomes e José Martí,
sendo que esse último é até hoje considerado um dos herois da independência
cubana. A tática dos guerrilheiros foi ocupar faixas do litoral e alguns pontos
considerados estratégicos. A Espanha tomou a iniciativa e realizou o que foi
denominado reconcentración,
que consistia em deixar famílias camponesas isoladas em campos de concentração.
As lutas se
estenderam até a intervenção dos Estados
Unidos durante a Guerra de Independência Cubana,
em 1898, fato considerado o estopim da Guerra Hispano-Americana. Com a derrota na
guerra, em 10 de dezembro de 1898 a Espanha teve de reconhecer a independência
de Cuba, além de ceder Porto Rico aos Estados Unidos, através da
assinatura do Tratado de Paris. Entretanto, os EUA
passaram a ter grande influência sobre o novo país, que foi governado durante
quatro anos por uma junta militar que defendia os interesses
americanos.
Hasteamento da bandeira de
Cubano palácio do Governador em 20 de maio de 1902.
No dia 20 de
maio de 1902, foi proclamada a república em
Cuba, mas o governo norte-americano, em 1901, tinha convencido a Assembleia
Constituinte cubana a incorporar um apêndice à Constituição da República,
a Emenda Platt,
pela qual se concedia, aos Estados Unidos, o direito de intervir nos assuntos
internos da nova república, negando à ilha, bem como à vizinha ilha de Porto Rico,
a condição jurídica de nação soberana, o que limitaria sua soberania e independência por
58 anos. Assim sendo, Cuba manteve, mesmo após a independência, estrutura
econômica similar àquela dos tempos coloniais, baseada na exportação de açúcar.
De 1934 a
1959, Fulgêncio Batista foi o dirigente de facto de
Cuba, ocupando a presidência de 1940 a 1944 e de 1952 a 1959. A
presidência de Batista impôs enormes regulações à economia, o que trouxe
grandes problemas para a população. O desemprego se tornava um problema na
medida em que os jovens que entravam no mercado de trabalho não conseguiam
encontrar uma função para exercer. A classe média,
cada vez mais insatisfeita com a queda no nível de qualidade de vida, se opôs
cada vez mais a Batista. Ainda durante essa época, Cuba se transformou numa
espécie de "ilha dos prazeres" dos turistas americanos. Aproveitando
o agradável clima tropical e a beleza das paisagens naturais, foi construída
toda uma infraestrutura voltada para os visitantes estrangeiros. Nesse
cenário, misturavam-se corrupção governamental, jogatina de cassinos,
uso indiscriminado de drogas e incentivo à prostituição. À
época, Cuba era o país da América
Latina com o maior consumo per capita de
carnes, vegetais, cereais, automóveis, telefones e rádios, apesar de todos
estes bens estarem concentrados nas mãos de uma pequena elite e de investidores
estrangeiros.
Revolução
Che Guevara e Fidel Castro fotografados
por Alberto Korda em 1961.
Reagindo a
essa situação de desigualdade, um grupo de guerrilheiros comandado por Fidel Castro começou
a lutar contra o governo cubano em 1956. Após dois anos de combate, a
guerrilha havia conquistado a simpatia popular. Em 1° de janeiro de 1959,
conseguiu derrubar o governo de Batista. Após a tomada do poder, a revolução tomou rumos socialistas. Cresceram,
então, os conflitos entre o novo governo e os interesses norte-americanos.
Em 1961, uma
força militar treinada e financiada pelo governo de John F.
Kennedy, composta por exilados cubanos, tenta invadir o país através da baía dos Porcos. No ano seguinte, Cuba foi
expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA)
graças à influência dos Estados Unidos, só sendo readmitida 47 anos depois. No
mesmo ano, o governo norte-americano impôs um embargo econômico que
perdura até os dias de hoje. Os graves conflitos de interesse entre Cuba e
Estados Unidos acabaram forçando a aproximação do governo cubano com a União Soviética.
Em 1962,
Cuba permitiu a instalação, em seu território, de mísseis nucleares soviéticos. Kennedy
reagiu duramente à estratégia militar soviética, considerando-a uma perigosa
ameaça à segurança nacional americana. Ocorreu
então o episódio que ficaria conhecido como crise dos mísseis cubanos. Numa verdadeira
mobilização de guerra, os Estados Unidos impuseram um poderoso bloqueio naval à
ilha de Cuba, forçando os soviéticos a desistirem dos planos de instalação dos
mísseis no continente americano.[25] A
crise dos mísseis é reconhecida como um dos momentos mais dramáticos da Guerra Fria.
Após quase
cinquenta e três anos de governo de Castro, Cuba exibe seus melhores êxitos no
campo social, tendo conseguido eliminar o analfabetismo,
implementar um sistema de saúde pública universal, diminuir
significativamente as taxas de mortalidade infantil e reduzir o
índice de desemprego. No campo político, no entanto, Cuba segue com um
sistema de partido único, o Partido Comunista Cubano, apontado como um
sistema ditatorial, apesar
de que, no país, são realizadas dois tipos de eleições, as parciais, a cada
dois anos e meio, para eleger delegados, e as gerais, a cada cinco, para eleger
os deputados nacionais e integrantes das assembleias provinciais. Até o
final da década de 1960, todos os jornais de oposição haviam sido fechados, e
toda informação foi posta sob rígido controle estatal, o que se segue até os
dias de hoje. Num único ano, cerca de 20 mil dissidentes políticos foram
presos. Estimativas indicam que cerca de 15 a 17 mil cubanos tenham sido
executados durante o regime. Homossexuais, religiosos, e outros grupos foram
mandados para campos de trabalhos forçados, onde foram submetidos a
"re-educação" segundo o que o Estado considera correto.
Apesar do
sucesso nas áreas de saúde, igualdade social, educação e pesquisa científica,
houve fracasso no campo das liberdades individuais, além disso, o
governo de Castro também foi um fracasso no campo econômico. Não conseguiu
diversificar a agricultura do país e tampouco estimular
a industrialização. A economia segue
dependente da exportação de açúcar e de fumo. Às
deficiências do regime, soma-se o embargo imposto pelos Estados Unidos, que
utilizam sua influência política para impedir que países e empresas mantenham
negócios com Cuba.
Raúl Castro e o ex-presidente da Rússia, Dmitri
Medvedev em Havana em 2008
Com a
dissolução da União Soviética, em 1991, a situação econômica
de Cuba tornou-se extremamente delicada, uma vez que os principais laços
comerciais do país eram mantidos com o regime soviético, que comprava 60% do
açúcar e fornecia petróleo e manufaturas. Nesse cenário de crise, o
governo de Fidel Castro flexibilizou a economia, permitindo, dentro da
estrutura socialista, a abertura para atividades capitalistas. A principal
delas é o turismo,
que não só deu uma injeção de capital ao país como também gerou grandes
problemas, como o aparecimento de casos de AIDS com a alta na
atividade de prostituição.
Em 24 de
fevereiro de 2008, com a renúncia do irmão devido a problemas de saúde, Raúl Castro assumiu
o comando da ilha,[31]prometendo
algumas reformas econômicas, como o incentivo a mais investimentos estrangeiros
e a mudanças estruturais para que o país possa produzir mais alimentos e
reduzir a dependência das importações. Entretanto, o regime segue fechado
no campo político.
Apesar de
seus fracassos e de acordo com seus sucessos, a Revolução Cubana é considerada
um capítulo importante da história da América
Latina, por constituir o primeiro e único Estado socialista do
continente americano. Atualmente, Cuba é único país socialista do Ocidente, e um dos poucos do mundo, ao
lado da China, da Coreia do Norte, do Vietnã e do Laos.
Geografia
Imagem de satélite do território cubano em
2001.
Mapa topográfico de Cuba
Cuba é um
arquipélago formado por mais de 1500 ilhas. As maiores são a Ilha de Cuba
e a Ilha da Juventude (que tem uma superfície
de 2200 km²). A Ilha de Cuba é a maior ilha do Caribe,
com uma superfície 104 945 km².
O conjunto
do arquipélago cubano possui uma superfície de 110 860 km² e uma
dimensão linear máxima de cerca de 1200 km.
Banhada a
norte pelo estreito da Flórida e pelo oceano Atlântico Norte, a noroeste
pelo golfo do México, a oeste pelo canal da Península de Iucatã, a sul pelo mar das Caraíbas e a leste pela passagem de Barlavento. A baía de Guantanamo contém
uma base naval tomada pelos Estados
Unidos desde 1903. A ilha de Cuba é a 16.ª maior ilha do mundo.
A ilha de
Cuba está formada principalmente por planícies onduladas, com colinas e
montanhas mais escarpadas situadas maioritariamente na zona sul da ilha. O
ponto mais elevado é o Pico Real del Turquino com 1974 m de
altitude. O clima é tropical, embora temperado pelos ventos alísios.
Existe uma estação relativamente seca de novembro a abril e uma estação mais
chuvosa de maio a outubro.
Havana é
a capital e a cidade mais populosa. Santiago de
Cuba e Camagüey são
também cidades importantes.
Clima
Como a maior
parte da ilha está ao sul do Trópico de Câncer, o clima local é tropical,
moderado por ventos alísios vindos do nordeste que
sopram durante todo o ano. A temperatura também é formada pela corrente
caribenha, que traz água quente a partir do equador.
Isso faz com que o clima de Cuba seja mais quente que o de Hong Kong,
por exemplo, que está à mesma latitude de
Cuba, mas tem um clima subtropical. Em geral (com variações
locais), há uma estação seca de novembro a abril e uma estação mais chuvosa de
maio a outubro. A temperatura média é de 21 °C em
janeiro e 27 °C em julho. As temperaturas quentes do Mar do Caribe e
o fato do país estar localizado na entrada do Golfo do México se combinam para tornar o
país mais propenso a ciclones tropicais frequentes. Estes são
os mais comuns entre os meses de setembro e outubro.
Biodiversidade
Parte da Serra Maestra no Parque Nacional Turquino,
na província de Santiago de Cuba.
Cuba assinou
a Convenção sobre Diversidade Biológica,
em 12 de junho de 1992 durante a ECO-92 no Rio de Janeiro, e tornou-se membro da
convenção em 8 de março de 1994. Posteriormente, o país produziu uma
Estratégia e um Plano de Ação Nacional de Biodiversidade, com uma revisão que
foi recebido pela convenção sobre 24 de janeiro de 2008.
A revisão
compreende um plano de ação com prazos para cada item e uma indicação do órgão
governamental responsável pela realização da meta. No entanto, existe quase
nenhuma informação nesse documento sobre a biodiversidade em
si. O quarto relatório nacional cubano para a convenção, no entanto, contém uma
análise detalhada dos números de espécies de cada reino biológico registrado
no território cubano, sendo os principais grupos: animais (17 801 espécies), bactérias (270
espécies), Chromista (707
espécies), fungos (5 844
espécies), plantas (9 107
espécies) e protozoários (1 440 espécies).
Como em
outros lugares do mundo, animais vertebrados, plantas e flores estão bem
documentados no país. Os números registrados a partir de Cuba para esses grupos
são, portanto, suscetíveis de estar perto dos números reais. Para a maioria, se
não todos os outros grupos, no entanto, o verdadeiro número de espécies que
ocorrem em Cuba são susceptíveis de ultrapassar, muitas vezes
consideravelmente, os números oficiais coletados pelo governo.
Demografia
Segundo
o censo de 2002, a população cubana era de
11 177 743 habitantes, incluindo 5.597.233 homens e 5.580.510
mulheres. A composição étnica era de 7.271.926 brancos,
1.126.894 negros e
2.778.923 mulatos (ou mestiços). A
população de Cuba tem origens muito complexas e casamentos entre os diversos
grupos raciais são comuns. Há discordância sobre as estatísticas raciais. O
Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami, diz que 62% da
população é negra, enquanto as estatísticas do censo do governo cubano
afirma que 65,05% da população era branca em 2002. O Minority Rights Group International diz
que "uma avaliação objetiva da situação dos afro-cubanos continua a ser
problemática devido aos registros escassos e a uma falta de estudos
sistemáticos tanto pré como pós-revolução. A estimativa do percentual de
pessoas de ascendência africana na população cubana varia enormemente, variando
de 33,9% para 62%."
A taxa de natalidade cubana (9,88
nascimentos por mil habitantes em 2006) é uma das mais baixas do hemisfério ocidental. Sua população em
geral teve um aumento contínuo de cerca de 7 milhões em 1961 para mais de 11
milhões atualmente, mas o aumento foi interrompido na últimas décadas e uma
queda começou em 2006, com uma taxa de fecundidade de 1,43 filhos por mulher. Esta
queda da fecundidade é um das maiores do hemisfério ocidental. Cuba tem
acesso irrestrito ao aborto legal e uma taxa de aborto de
58,6 por mil gestações, em 1996, em comparação com uma média de 35 no Caribe,
27 na América Latina em geral e 48 na Europa.
O uso de anticoncepcionais é estimado em 79% (um
terço superior dos países do hemisfério ocidental).
Composição
étnica
Antes da
chegada dos europeus, a ilha de Cuba era habitada por dois povos indígenas: os
ciboneyes, espalhados por toda a ilha, e os tainos, ocupando principalmente o
centro e o leste. Pouco se sabe sobre os ciboneyes, porém é sabido que eram
caçadores-coletores e não conheciam a cerâmica. Os tainos, por outro lado, eram
sedentários, viviam em grandes aldeias e dominavam técnicas avançadas de
agricultura.
Com a
chegada dos espanhóis, as populações indígenas foram drasticamente reduzidas em
poucas gerações, como consequência da escravidão, de conflitos com os
colonizadores, da fome e da infecção por doenças. Desde o século XVI, escravos
africanos foram levados para Cuba, sendo que esse tráfico aumentou
exponencialmente ao longo dos séculos. Os escravos foram trazidos
principalmente para trabalharem nas minas de ouro, como forma de compensar a
falta de trabalhadores em decorrência do extermínio dos índios.
Alunas cubanas de uma escola de ensino secundário.
De maneira
geral, os escravos africanos compunham uma pequena parte da população cubana,
que continuou predominantemente de origem europeia, em razão da constante
chegada de colonos espanhóis, sobretudo das Ilhas
Canárias. A situação se modificou na segunda metade do século XVIII,
quando cresceu rapidamente o número de africanos entrando em Cuba, fato que
mudou dramaticamente a composição étnica da ilha. De acordo com estimativas,
cerca de 700 mil africanos foram levados para a ilha durante todo o período do
tráfico, embora outra fonte estime o número em mais de 1,3 milhão de pessoas.
Os escravos vinham sobretudo do Oeste e do Sudeste da África.
No século
XIX, a imigração da Espanha, sobretudo das Canárias, se intensificou, na
tentativa de "branquear" o país, haja vista o temor das classes
dirigentes com a crescente presença africana na ilha. Além dos europeus,
imigrantes asiáticos, sobretudo de Bengala e
do sul da China,
foram trazidos para substituírem os escravos quando o tráfico negreiro
tornou-se ilegal. Cerca de 125 mil chineses entraram em Cuba para trabalharem
em condições de semi-escravidão em meados do século XIX.
A atual
população cubana é, portanto, diversificada e heterogênea. Um estudo genético
mostra que houve uma intensa miscigenação de homens europeus com mulheres
africanas e, menos frequente, com indígenas, na constituição da população
cubana. Historicamente, na região oeste do país a ancestralidade africana é
mais forte, nas áreas centrais a europeia mais forte e no leste há um
equilíbrio entre ambas. Um outro estudo genético dividiu os habitantes
de Havana em
três grupos: mulatos, descendentes de espanhóis e descendentes de africanos. Os
mulatos apresentaram 57-59% de ancestralidade europeia e 41-43% de africana; os
descendentes de espanhóis 85% de ancestralidade europeia e os descendentes de
africanos 74-76% de contribuição africana. Nenhuma contribuição indígena foi
detectada.
Um estudo
genético de 2014 revelou que a ancestralidade total em Cuba é a seguinte: 72%
de contribuição europeia, 20% de contribuição africana e 8% de contribuição
indígena.
Imigração
A imigração e
a emigração têm desempenhado um papel proeminente no perfil
demográfico de Cuba durante o século XX.
Durante os séculos XVIII, XIX e a primeira parte do século XX, grandes ondas
populacionais das Canárias, Catalunha, Andaluzia, Galiza, Espanha e
outros lugares imigraram para Cuba. Entre 1900 e 1930 quase um milhão
de espanhóis chegaram
da Espanha. Outros imigrantes estrangeiros foram os franceses, portugueses, italianos, russos, holandeses, gregos, britânicos, irlandeses e
outros grupos étnicos, incluindo um pequeno número de
descendentes de cidadãos dos Estados
Unidos que chegou a Cuba no final do século XIX e
início do século XX.
Cuba tem um
número considerável de povos asiáticos, que representam 1% da população. Eles
são principalmente de origem chinesa,
seguido por filipinos, coreanos e vietnamitas.
Eles são descendentes de trabalhadores rurais trazidos para a ilha pelos
empreiteiros espanhóis e americanos durante os séculos XIX e XX. Os afro-cubanos são
descendentes principalmente de povos do Congo, bem como de
vários milhares de norte-africanos refugiados, sobretudo os árabes saaráuis do Saara
Ocidental sob a ocupação marroquina desde 1976.
Urbanização
|
Cidades mais populosas
de Cuba
(censo 2002) |
|||||||||||
|
Posição
|
Pop.
|
||||||||||
|
1
|
2 201 610
|
||||||||||
|
2
|
423 392
|
||||||||||
|
3
|
301 574
|
||||||||||
|
4
|
269 618
|
||||||||||
|
5
|
210 220
|
||||||||||
|
6
|
208 145
|
||||||||||
|
7
|
144 664
|
||||||||||
|
8
|
143 582
|
||||||||||
|
9
|
140 534
|
||||||||||
|
10
|
139 336
|
||||||||||
Religião
|
Religião em Cuba
|
||||
|
Religião
|
% aprox.
|
|||
|
|
51,7%
|
|||
|
|
23,0%
|
|||
|
|
17,4%
|
|||
|
|
5,6%
|
|||
|
Outras
|
|
2,3%
|
||
|
|
|
|
||
Cuba é
oficialmente um Estado laico. Durante um longo período, o
governo cubano tratou as igrejas como frentes para atividades políticas
subversivas, porém, em 1992, o governo mudou de discurso e alterou a
Constituição, para caracterizar o Estado como laico,
ao invés de ateu.
Existem
várias religiões que representam a cultura do país. O catolicismo romano era a maior religião,
que foi trazida para a ilha pelos espanhóis e
continua a ser a fé dominante, com
onze dioceses,
56 ordens de freiras e 24 ordens de sacerdotes. Em janeiro de 1998, o Papa João Paulo II fez
uma visita histórica à ilha, a convite do governo cubano e da Igreja Católica. O cenário religioso de Cuba
também é fortemente marcado por sincretismos de
vários tipos. O catolicismo é praticado frequentemente em conjunto com a santería,
uma mistura de catolicismo e de outras religiões,
principalmente africanas, que incluem uma série de cultos. La Virgen de la Caridad del Cobre (da
Virgem do Cobre) é a padroeira dos católicos de Cuba e um símbolo da cultura
cubana. Na santería, ela foi sincretizada com o orixá Oxum.
O
Espiritismo tem se expandido em Cuba, desde 1980, existem inúmeros centros
espíritas realizados em Cuba. Trezentos mil cubanos pertencem à 54
denominações protestantes. O pentecostalismo tem
crescido rapidamente nos últimos anos e as Assembleias de Deus sozinhas
reivindicam uma adesão de mais de 100.000 pessoas. Cuba tem pequenas
comunidades de judeus, muçulmanos e
membros da Fé Bahá'í. Muitos cubanos judeus são
descendentes de judeus ashkenazi poloneses e russos que
fugiram dos pogroms no
início do século XX. Há um número considerável de
judeus sefarditas em
Cuba que têm sua origem na Turquia. A maioria dos judeus sefarditas vivem nas províncias,
embora mantenham uma sinagoga em Havana.
Governo e política
Raúl Castro, atual presidente de Cuba.
Sede do Comitê Central do Partido Comunista, em Havana
Cuba é uma
república socialista, organizada segundo o modelo marxista-leninista,
(partido único, sem eleições diretas para cargos executivos), da qual Fidel Castro foi
o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e o
presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros (presidente da República), e
que governou desde 1959 como chefe de
governo e a partir de 1976 também como chefe de
estado e comandante em chefe das forças armadas. Fidel afastou-se do poder
em 1 de agosto de 2006, pela primeira vez desde a vitória da insurgência, por
problemas de saúde. Seu irmão, Raúl Castro,
assumiu interinamente as funções de Fidel (secretário-geral do Partido
Comunista Cubano, comandante supremo das Forças Armadas e presidente do
Conselho de Estado), exercendo-as até 19 de fevereiro de 2008 nessa condição,
quando Fidel Castro renunciou oficialmente. Raúl Castro foi eleito novo
presidente de Cuba no dia 24 de fevereiro de 2008 em eleição de candidato
único.
A política
dos Estados Unidos para Cuba está permeada por grandes conflitos de interesses
que remontam ao governo de Thomas
Jefferson, na primeira década do século XIX. As relações
conflituosas aprofundaram-se com a Revolução Cubana de 1959, em que os
revolucionários encabeçados por Fidel Castro Ruz promoveram reformas estatais
de cunho socialista que desagradavam os Estados Unidos naquele contexto
da Guerra Fria. Moniz
Bandeira (1998, p. 14).
A Revolução Cubana (1959), liderada por
Fidel, teve apoio generalizado, até das pessoas que não eram ideologicamente
esquerdistas, pois muitos pensaram que os princípios dos revolucionários eram
a soberania popular,
já que isso foi o que eles reivindicaram no Manifiesto de Montecristi.
Em 1º de dezembro de 1961, no entanto, Fidel declarou-se marxista-leninista e estabeleceu acordos
com a União Soviética.
|
“
|
Eu tinha a maior vontade de entender-me com os
Estados Unidos. Até fui lá, falei, expliquei nossos objetivos. (...) Mas os
bombardeios, por aviões americanos, de nossas fazendas açucareiras, das
nossas cidades; as ameaças de invasão por tropas mercenárias e a ameaça de
sanções econômicas constituem agressões à nossa soberania nacional, ao nosso
povo”. Fidel Castro, a Louis
Wiznitzer, enviado especial do GLOBO a Havana, em entrevista publicada em 24
de março de 1960.
|
”
|
El Capitolio, em Havana,
foi a sede do governo até a Revolução Cubana, em 1959
Para se
defender, Fidel buscou apoio do líder soviético na época, Nikita
Khrushchov, com quem iniciou conversações em 6 de fevereiro de 1960,
estabelecendo relações diplomáticas formais com a União Soviética em 8 de maio desse ano. A
União Soviética se comprometeu a adquirir cinco milhões de toneladas de açúcar
produzidas em Cuba, a facilitar a aquisição de petróleo e cereais, prover
crédito e passou a dar cobertura militar à defesa da ilha. Por outro lado,
em 17 de março de 1960, o presidente Dwight
Eisenhower aprovou oficialmente, e divulgou publicamente, um
"plano anti-Castro", criando embargos comerciais ao livre comércio do
açúcar cubano, e à sua importação de petróleo e armamentos, e lançou uma
propaganda antiCastro. O plano de Eisenhower incluía incentivos para os
exilados cubanos de Miami tentarem derrubar Castro através de ações terroristas. Na
sua campanha presidencial Kennedy acusou
as políticas de Nixon e Eisenhower de
"negligência e indiferença", e de terem colaborado para que Cuba
entrasse na cortina de ferro.
Raúl
prometeu "eliminar proibições" na ilha, mas reconheceu o legado de
seu irmão, que ficou mais de 49 anos a frente do poder: Nas próximas semanas, começaremos a eliminar
as (proibições) mais
simples, já que muitas delas tiveram como objetivo evitar o surgimento de novas
desigualdades em um momento de escassez generalizada, declarou durante
seu discurso de posse. Em março de 2008 Raúl Castro liberou a venda de
computadores pessoais (PC's) e DVDs em Cuba, a venda de telefones
celulares e televisores a cidadãos comuns também foi liberada. No final de
abril, Raul Castro convocou uma assembleia do Congresso do Partido Comunista Cubano (PCC) para o
segundo semestre de 2009, para redefinir os eixos políticos e econômicos do
país. O VI Congresso do PCC, quando ocorrer, terão decorrido onze anos sem que
se tenha reunido o órgão supremo de decisão política de Cuba.
Eleições
gerais
Placa promovendo as eleições parlamentares cubanas de 2008.
Em 21 de
outubro de 2007 realizaram-se em Cuba eleições gerais, com o comparecimento de
mais de 8 milhões de eleitores, para eleger os delegados das "Assembleias Municipais do Poder
Popular" na ilha. Segundo a ministra da Justiça, María Esther Reus, têm
direito a exercer o voto cerca de 8,3 milhões de pessoas, nos 37 749
colégios eleitorais habilitados em 169 municípios. Por ocasião da
realização das eleições gerais, Fidel Castro conclamou,
mais uma vez, o presidente George W.
Bush a por fim ao embargo comercial a Cuba e acusou Bush
de estar "obcecado" com
Cuba. O governo dos Estados
Unidos, a União
Europeia e opositores cubanos ao regime de Castro se referem às
eleições cubanas como sendo um "exercício cosmético de democracia"
que exclui a oposição do país e é completamente
supervisionado pelo partido comunista cubano. E ativistas cubanos
qualificaram as eleições como ilegítimas e inconstitucionais.
Fidel Castro
renunciou à presidência em 19 de fevereiro de 2008 e seu irmão Raúl
“encabeçou a uma lista única de candidatos apresentada à Assembleia, que
ratificou a cédula e o elegeu” em 24 de fevereiro para sucedê-lo na Presidência
de Cuba. O general já governava Cuba interinamente desde julho de 2006, devido
aos problemas de saúde de Fidel, que culminaram em sua renúncia ao cargo.
Direitos
humanos
O governo
cubano tem sido acusado de inúmeras violações dos direitos
humanos, incluindo tortura,
detenções arbitrárias, julgamentos injustos e execuções extrajudiciais (também
conhecido como "El paredón"). A Human Rights Watch acusa o governo
de "reprimir quase todas as formas de dissidência política" e que
"aos cubanos são sistematicamente negados direitos fundamentais de livre
expressão, associação, reunião, privacidade, movimento e devido processo
legal." Os cidadãos não podem sair ou voltar para Cuba sem obter
primeiramente uma permissão oficial.
Manifestação das Damas de
Branco em Havana em abril de 2012
Os números
mostram uma tendência de evolução desfavorável, nos últimos vinte anos. Em 1978
havia entre quinze e vinte mil presos políticos em Cuba, número que subiu para
cerca de 112 mil em 1986. Em 2006, apesar de uma redução substancial, ainda
havia, segundo a Anistia Internacional, entre 80 mil e 80,5
mil prisioneiros políticos na ilha.[72] Esse
número continuou a cair significativamente nos anos seguintes. Em 2007, era de
234 e, em 2008, era de 205. "O resultado óbvio é que segue a tendência,
observada nos últimos vinte anos, da diminuição gradual de pessoas condenadas
por motivações políticas", segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos,
um grupo ilegal embora tolerado. Mas a comissão também chama a atenção para as
mais de mil e quinhentas detenções rápidas, feitas de forma arbitrária.
Cuba teve o
segundo maior número de jornalistas presos em 2008 (a República Popular da China foi a
primeira), de acordo com várias fontes, incluindo o Committee to Protect Journalists (CPJ),
uma ONG internacional,
e a Human Rights Watch.
Os dissidentes cubanos
enfrentam detenção e prisão. Na década de 1990, a Human Rights Watch informou que o sistema prisional de
Cuba, um dos maiores da América
Latina, é composto por cerca de 40 prisões de segurança máxima,
trinta prisões de segurança mínima e mais de duzentos campos de trabalho. Segundo
a Human Rights Watch, os
presos políticos, juntamente com o resto da população prisional de Cuba, estão
confinados a celas com condições precárias e insalubres.
Os homossexuais foram
uns dos mais afetados pelas violações, tendo o próprio Fidel, em 2010, admitido que os
perseguiu nas décadas de 1960 e 1970, exonerando-os de cargos
públicos, prendendo-os ou lhes enviando a campos de trabalho
forçado, afirmando que foram "momentos de muita injustiça".
Segundo
Elías Carranza, diretor do Instituto
Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e
Tratamento do Delinquente, Cuba teria erradicado a exclusão social
graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”. Trataria-se, em
2012, do “país mais seguro da região, enquanto que a situação em relação aos
crimes e à falta de segurança no continente se deteriorou nas últimas três
décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.
O governo se
defende salientando o respeito, em Cuba, aos direitos à saúde e à educação,
à liberdade religiosa e de associação. Além disso, acusa os Estados Unidos de
limitar, com seu embargo econômico, os direitos humanos na ilha. "Cuba é
um país onde nos últimos 50 anos não foi registrado um único desaparecido,
torturado ou uma execução extrajudicial", disse, em 2009, o chanceler
cubano Felipe Pérez Roque.
Acesso
à internet
Cuba tem um
dos índices de posse de computador que estão entre as mais baixas do mundo. O
direito de utilizar a internet é monitorado e só é concedido a quem contrata os
serviços do governo cubano. Ademais, para ter acesso à internet,
é necessário pagar uma taxa específica em pontos fixos de acesso (lan-houses).
Para ter acesso à toda internet, se paga algo em torno de R$10,00 (4,50 CUC)
por hora, para navegar por sites nacionais e e-mails internacionais a quantia
cobrada é em torno de R$3,40 (1,50 CUC), e para ter acesso a conteúdos
nacionais se paga cerca de R$1,35 (0,60 CUC). Hoje, os usuários podem contratar
o serviço de internet pagando pacotes que duram 30 dias ou que são permanentes,
fazendo um cadastro com um nome de usuário, senha e e-mail internacional. Em
2011 Cuba chegou a combater as redes sem fio. Na época, o país caribenho acusou
os EUA de financiar redes clandestinas, afirmando que várias pessoas haviam
sido detidas por instalar, sem autorização, pontos de acesso sem fio. Segundo a
publicação do Gramma, as pessoas detidas usavam equipamentos roubados ou
levados de forma ilegal para Cuba. Segundo o site ‘Misceláneas de Cuba’, ainda
hoje existem essas conexões clandestinas, que são instaladas pelos próprios
cubanos ou por estudantes estrangeiros, que possuem acesso legal à internet. As
conexões ilegais chegam a custar de R$11,40 (5,00 CUC) até R$ 114,00 (50 CUC).
A punição para quem for pego utilizando ou vendendo redes clandestinas pode ser
uma multa de R$ 68.457,00 (30.000,00 CUC) ou prisão.
Relações
internacionais
Raúl Castro em um encontro com Dilma
Rousseff, a presidente do Brasil,
em junho de 2012.
A política
internacional de Cuba deixou de ser ambiciosa e passou a ter baixo porte como
resultado das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país após o colapso
do bloco soviético. Sem os maciços subsídios do
seu então principal parceiro comercial, a União Soviética, Cuba foi relativamente isolada
na década de 1990, mas desde então entrou em um processo de cooperação
bilateral com vários países sul-americanos,
principalmente Venezuela e Bolívia.
Os Estados Unidos continuaram até 2015 com o embargo, declarando que
"enquanto o país continuar se recusando a se mover em direção à
democratização e ao maior respeito pelos direitos
humanos", enquanto a União
Europeia, em 2004, acusava Cuba de "contínua violação flagrante
dos direitos humanos e das liberdades fundamentais". Cuba tem
desenvolvido uma relação crescente com a República Popular da China e a Rússia.
Ao todo, Cuba continua a ter relações formais com 160 nações e fornece os
trabalhadores civis de assistência - principalmente médicos - para dezenas de
países. Mais de 2 milhões de exilados cubanos fugiram para países estrangeiros.
O atual ministro do exterior de Cuba é Bruno Rodríguez Parrilla.
Cuba é hoje
um país líder no Conselho de Direitos Humanos das
Nações Unidas, é membro fundador da organização antiamericana
conhecida como Aliança
Bolivariana para as Américas, um membro da Associação Latino-Americana de
Integração e da Organização das Nações Unidas. Além dos
quais, o país é um membro do Movimento dos Países Não-Alinhados e
organizou a sua cúpula em setembro de 2006. Como membro da Associação dos Estados do Caribe (AEC),
Cuba foi reconduzida como presidente da comissão especial sobre questões de
transporte para a região do Caribe. Desde 2004, vários líderes da América
do Sul têm tentado fazer de Cuba seja membro pleno ou associado do bloco
comercial sul-americano, conhecido como Mercosul.
Extintas
desde 1961, em 17 de dezembro de 2014 o presidente dos Estados
Unidos Barack Obama e o presidente de Cuba Raúl Castro anunciaram
o restabelecimento total das relações diplomáticas entre os dois
países, assim como a reabertura da embaixada norte-americana
em Havana e
uma considerável diminuição no embargo econômico feito à ilha, assim como uma maior
facilidade para viagens de negócios e transações econômicas, comerciais e
financeiras entre cidadãos e empresas dos dois países. O acordo foi anunciado
após 18 meses de conversações secretas entre os dois governos, com a mediação
de Sua Santidade o Papa
Francisco.
Estados
Unidos e Cuba restauraram formalmente relações diplomáticas em 20 de julho de
2015.
Subdivisões
Cuba está
dividida em quinze províncias com 169 municípios, além de um município especial
(a Isla de la Juventud).
|
2. Artemisa
3. Havana
4. Mayabeque
5. Matanzas
6. Cienfuegos
7. Villa Clara
|
10.
Camagüey
11.
Las Tunas
12.
Granma
13.
Holguín
14.
Santiago de Cuba
15.
Guantánamo
|
Economia
Exportações de Cuba em 2009
Produção de charutos em Santiago de
Cuba
O país agora
está lentamente se recuperando de uma séria recessão econômica
que se seguiu à retirada dos subsídios da
antiga União
Soviética (cerca de 4 a 6 bilhões de dólares estadunidenses anuais
em 1990).
Só em 2006,
o povo cubano conseguiu recuperar quase o mesmo padrão de
vida do final da década de
1980. A economia de Cuba ainda hoje sofre as consequências do
rígido embargo comercial imposto pelos Estados
Unidos desde 1962. De acordo com as autoridades cubanas, o embargo
norte-americano teria causado uma perda de mais de 79 bilhões de dólares
estadunidenses à sua economia.
Apesar
disso, o índice de pobreza de Cuba era o sexto menor em 2004 dentre os
102 países em desenvolvimento pesquisados
(de acordo com o Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento,) e Cuba está entre os 83
países do mundo que ostentam um alto Índice de Desenvolvimento Humano (acima
de 0,800): em 2007, o índice de desenvolvimento humano de Cuba foi 0,863 (51º
lugar; 44º, se ajustado pelo produto nacional bruto).
Cubanos em uma loja "libreta", sistema racionado para compra
de alimentos a preços subsidiados pelo governo
Em 2012, o
crescimento econômico de Cuba, segundo as últimas estimativas da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos,
foi de 3,1 por cento (estimativa), um pouco melhor que os 2,8 por cento
conseguido em 2011. Cuba apresenta um défice na
sua balança comercial, importando mais do dobro do
que exporta. A produção industrial cresceu 6,6 por cento em 2012 pela
estimativa da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. A renda per capita dos
cubanos atingiu 10 200 dólares estadunidenses em 2011: a 117a na
colocação mundial.
O embargo
comercial imposto a Cuba pelos Estados
Unidos, desde 1962, dificulta enormemente a expansão do comércio exterior cubano. Mas Cuba tem
conseguido atrair alguns investimentos estrangeiros,
cerca de metade deles feitos pela União
Europeia; grandes investimentos têm sido feitos nas áreas de
turismo, energia e telecomunicações. Em meados de 2007, o
presidente em exercício, Raul Castro,
anunciou novas medidas para incentivar os investimentos estrangeiros em Cuba.
O governo
cubano tem criado novas leis e aumentado a fiscalização objetivando
regulamentar a criação de novos negócios
particulares. Em 2012, 27,7 por cento do produto interno bruto de Cuba foi
gerado por negócios particulares.[95] As
atividades que podem ser realizadas por particulares são oficinas, pequenos
negócios, e prestação de alguns serviços. Seu produto interno bruto anual é de
72 bilhões de dólares estadunidenses (2012).
Turismo
Praia em Varadero
O turismo em
Cuba obteve um crescimento exponencial desde 1989, quando apenas 270 mil
viajaram à ilha caribenha. Em 1990, Cuba recebeu a visita de cerca de 342 mil
turistas estrangeiros, e dispunha de aproximadamente 12 mil apartamentos de
hotel adequados ao turismo internacional. Em 1999, Cuba já recebeu 1,6 milhão
de turistas, o que representou um crescimento médio anual de 19 por cento no
número de visitantes durante a década de 1990, e já contava com 32 260
apartamentos de hotel de classe internacional.
Em 2003,
Cuba recebeu 1,9 milhões de turistas, que geraram 2 bilhões de dólares
estadunidenses em receitas. Em 2005, Cuba recebeu seu recorde de
2,3 milhões de turistas, o que representou um incremento de 13,2 por cento em
relação a 2004. Em 2006, a receita com turismo bateu o recorde, atingindo 2,4
bilhões de dólares estadunidenses, mas houve uma pequena queda no número de
visitantes, que somaram 2,2 milhões. Em 2007, o Ministro do Turismo,
Manuel Marrero, divulgou uma série de medidas tomadas para tornar o turismo
cubano mais competitivo no Caribe.
O turismo de
massa foi uma das formas encontradas para se contornar a crise econômica, e, hoje, é a principal
fonte de divisas para
o país. Estimativas feitas pela Organização Mundial de Turismo indicam
que, caso tivesse sido levantado o embargo norte-americano, em 2007 cerca de 4
milhões de turistas poderiam ter visitado Cuba, representando uma fatia de
mercado de 15,9 por cento do turismo na região do Caribe. Esse
turismo poderia gerar uma receita direta de 7,5 bilhões de dólares
estadunidenses, e geraria uma produção adicional, no resto da economia cubana,
de 7,650 milhões de dólares estadunidenses. A atividade turística já dá
emprego a cerca de 268 000 cubanos, sendo 138 000 em empregos diretos (dos
quais cerca de 20 por cento de nível universitário), e 130 000 indiretos.
Panorama da cidade da Havana,
cujo Centro Histórico é muito visitado por
turistas.
Infraestrutura
Biotecnologia
Desde 1993,
Cuba vem fazendo grandes progressos na área de biotecnologia ,
tendo obtido registro de suas patentes e direitos de sua exploração comercial
nos EUA.
Sua vacina contra hepatite B é vendida em 30 países do mundo. Em 1994, o
ingresso de divisas em Cuba através da exportação de biotecnologia alcançou a
cifra de 400 milhões de dólares e se estima que no futuro poderia ser maior que
o do açúcar.
A biotecnologia cubana
já gerou mais de 600 patentes para drogas novas e inovadoras como vacinas,
proteínas recombinantes, anticorpos monoclonais, equipamento médico com
software especial, e sistemas de diagnósticos. Cerca de sessenta outros
produtos estão nos estágios finais de pesquisa. Cuba desenvolveu uma
considerável capacidade de pesquisa (científica), talvez maior que a de
qualquer outro país em desenvolvimento fora do sudeste asiático.
Em 2011,
Cuba anuncia ter desenvolvido a primeira vacina terapêutica contra o câncer de
pulmão, chamada CimaVax-EGF.
Energia
elétrica
Com a crise
iniciada em 1989 - e até 2004 - o país sofreu muito com a falta cronica de
eletricidade, devido à insuficiência de recursos financeiros do estado cubano
para modernizar e ampliar as suas termoelétricas e suas linhas de transmissão,
carentes de expansão para atender ao crescimento da demanda de energia elétrica, que aumenta, em média, 7% ao
ano. Os chamados apagões chegaram a durar 16 horas, e foram uma constante
na vida do povo cubano. Conforme declarou Achim Steiner,
diretor executivo do Programa de Meio-Ambiente das Nações Unidas, em 2007: " Cuba conseguiu resolver seu
frustrante problema de falta de energia elétrica, sem para isso sacrificar seu
empenho de longo prazo em promover o uso de combustíveis inofensivos ao meio
ambiente" (...) "A
rede elétrica cubana ainda depende muito de ineficientes reatores a gás, e
poluentes geradores movidos a diesel, mas o governo comunista está tomando
medidas importantes no sentido de desenvolver energia solar e energia
eólica, bem como energia gerada por etanol da
cana de açúcar." Não obstante, no início de 2007 o governo
cubano pôs em operação 4.158 novos geradores a diesel, que custaram US$ 800
milhões e têm capacidade total de gerar 711.811 kW,
como uma medida emergencial para reduzir os apagões
Educação
Universidade de Havana, fundada em 1728.
A educação é
controlada pelo Estado e a Constituição de Cuba determina que o ensino
fundamental, médio e superior devem ser gratuitos a todos os cidadãos cubanos e
é obrigatória até o 9º ano.
Em 1958,
antes do triunfo da revolução, 23,6% da população cubana era analfabeta e,
entre a população rural, os analfabetos eram 41,7%. Em 1961 se realiza uma
campanha nacional para alfabetizar a população e Cuba torna-se o primeiro país
do mundo a erradicar o analfabetismo (Segundo dados do próprio governo). Hoje
não há mais analfabetos em Cuba. Segundo o The World Factbook 2007, publicado
pela CIA, 99.8% da população
cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever.
De acordo
com os resultados obtidos nos testes de avaliação de estudantes
latino-americanos, conduzidos pelo painel da Unesco,
Cuba lidera, por larga margem de vantagem, nos resultados obtidos pelas
terceiras e quartas séries em matemática e compreensão de linguagem. "Mesmo os integrantes do quartil mais
baixo dentre os estudantes cubanos se desempenharam acima da média
regional", disse o painel.
Saúde
Em Cuba, a
prestação de serviços relacionados à saúde é totalmente gratuito para
residentes da ilha, o que se espelha em seus indicadores padrão. Segundo dados
da Organização mundial da saúde (OMS), em 2005, a taxa de mortalidade infantil
para crianças abaixo de cinco anos de idade foi de sete para cada mil nascidos,
índice superado na América apenas pelo Canadá,
onde o índice correspondia a seis crianças a cada mil nascidos.
O edifício do Hospital Hermanos Ameijeiras ao fundo com o monumento
dedicado a Antonio Maceo, em Havana
A
expectativa de vida ao nascer em Cuba é de 75 anos para os homens e de 79 para
as mulheres, índice semelhante ao dos Estados Unidos, que é de 75 e 80
respectivamente. A
mortalidade adulta, de 15 a 60 anos, é em Cuba de 128 para homens e de 83 para
mulheres, índices superados, na América, pelo Canadá e pela Costa Rica.
Em 25 de
maio de 2011, foi anunciado na nona edição do Congresso sobre Longevidade
Satisfatória, em Havana, que Cuba é o país com a maior proporção demográfica de
pessoas com mais de 100 anos, à frente até do Japão.[115] Cuba
conta com aproximadamente 1.551 centenários em uma população de 11,2 milhões de
habitantes. Esses dados mostram que quintuplicaria a proporção existente no
Japão, país com maior número de centenários em termos absolutos.
Em 2006,
segundo a Organização Mundial de Saúde, não ocorreu
em Cuba nenhum caso de difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rubéola,
rubéola CRS, tétano neonatal, ou febre amarela.
Uma pequena pandemia de caxumba iniciou-se em 2004 e ainda não foi controlada,
até aquele ano não havia caxumba em Cuba. Houve apenas três casos de tétano
comum em 2006 (não relacionados a partos).
A vacinação
da população cubana, segundo as estatísticas da UNICEF,
desde 1980 atinge índices bastante elevados. Em 2006, 99% da população tomou a
vacina BCG,
99% tomou a primeira dose da vacina tríplice DTP1 (difteria, tétano e coqueluche),
e 89% tomaram sua terceira dose; 99% da população cubana tomou a terceira dose
da vacina contra poliomielite, 96% tomou a vacina contra sarampo e
89% contra a hepatite B.
Estes resultados,
obtidos na prestação de serviços de saúde ao povo cubano - que colocam os
índices padrão internacionais de Cuba dentre os de países do primeiro mundo -
são obtidos com relativamente pouco uso dos recursos econômicos de sua
sociedade. Cuba gasta 7,7% de seu PIB em saúde (Estados
Unidos 15,3%, Canadá 10%, Brasil 7,5%), com um dispêndio per capita de apenas
PPP int.$ 674, enquanto os Estados
Unidos gastam em saúde PPP int.$ 6719, o Canadá PPP int.$ 3673
e o Brasil PPP int.$ 674 per capita.[118]PPP
int.$ = Dólar internacional, que é o dólar norte-americano ajustado para a
equivalência de poder aquisitivo
Em 2009 a
UNICEF anunciou que Cuba é o único país dentre todos da América Latina e Caribe
que havia erradicado a desnutrição infantil. Tal informação é confirmada por
relatório apresentado pela organização em 2011. Em 2010 o país começou a
exigir que os visitantes devem obrigatoriamente contratar um plano de saúde.
Em 2015,
a OMS certificou
que Cuba conseguiu impedir que o vírus do HIV e o Sífilis fosse
transmitido entre uma mãe e seu bebê, feito nunca antes realizado na medicina.
Moradia
Muitos dos carros clássicos chamados yank tank permanecem em uso desde os dias
pré-revolucionários. Na imagem, um Chevrolet Bel
Air de 1958 em uma das ruas da cidade de Trinidad.
Em Cuba 85%
das famílias são donas de suas próprias casas - portanto não pagam aluguel - e
os 15% restante pagam de aluguel 1 ou 2 dólares mensais, computado em forma de
amortização, pois ao final do pagamento do custo de moradia se converte em seu
proprietário.
Embora o
termo genérico favela (ou tugurio em espanhol) seja muito
raramente empregado para descrever as condições de habitação substandard em Cuba, existem
outras formas de sub habitação, (baseadas no tipo de construção, condição de
conservação, materiais e tipo de ocupação) que são descritas em Cuba. A maioria
das sub habitações cubanas localizam-se em La Habana Vieja, Centro
Habana e Antares.
A comparação
entre as condições de habitação substandard de
Cuba e as favelas (em
inglês slums) de outros
países de economia de mercado é complexa e não pode ser feita de forma direta.
Um extenso estudo acadêmico, The
case of Havana, Cuba, sobre esse assunto consta dos links deste artigo.
|
Nas
economias de mercado a maioria dos pobres vive em favelas, e a maioria dos
favelados é pobre. Entretanto em Cuba isto é diferente devido à relativa
segurança na posse da residência, a profusão de residências de aluguel muito
baixo ou gratuito e a restrição legal aos mercados de moradias e terrenos.
Significativamente as pessoas que moram em habitações substandardem Cuba têm acesso à
mesma educação, serviços de saúde, oportunidades de trabalho e seguro social
que os que moram no que (anteriormente à revolução) foram os bairros mais
privilegiados.
—The case of Havana, Cuba.
|
Melhoria das condições
habitacionais
Em
2003 um projeto internacional, solicitado pelo governo comunista de Cuba à
organizações internacionais tais como UNDP, UNEP, UNOPS, UN-HABITAT,
e com a colaboração do governo da Bélgica,
nos termos da Agenda 21, visando aumentar a capacidade dos
atores locais de conduzir atividades de planejamento e administrações urbanos
resultou no estabelecimento de mecanismos de capacitação para atividades de
construção e um time nacional foi treinado para dar apoio técnico a times
locais, que foram formados.
Falta de moradias
No ano de de
2011 o governo cubano relaxou as normas de comercialização de moradias.
Supõem-se que tal fato visou retirar da clandestinidade o mercado informal de
moradias e de tentar suprir a grande carência de moradias. O Instituto Nacional
da Moradia cubano divulgou de forma pública que do fundo habitacional do país ,
com cerca de mais de três milhões de casas, apenas 61% se encontram em bom
estado, enquanto que as demais estão em mau estado ou em condições regulares.[125] Estima-se
que faltariam cerca de 600.000 residências devido a falta de investimento e da
destruição ocasionada pela passagem de três furacões.
Cultura
A cultura
cubana é influenciada por um caldeirão de culturas, principalmente as da Espanha e África.
O esporte é
uma paixão nacional dos cubanos. Devido a associações históricas com os Estados
Unidos, muitos cubanos participam de esportes que são populares
na América do Norte, ao invés de esportes
tradicionalmente promovidos em outras nações de língua espanhola. O basebol é
de longe o mais popular; outros esportes e passatempos incluem o basquete, voleibol, críquete e
o atletismo.
Cuba é uma força dominante no boxe amador,
de forma consistente a realização registra medalhas em grandes competições
internacionais.
Datas
comemorativas e feriados nacionais
|
Feriados
|
|||
|
Data
|
Nome em português
|
Nome local
|
Notas
|
|
Triunfo da Revolução e Confraternização Universal
|
Triunfo de la Revolución y la Amistad Universal
|
||
|
Dia do Trabalhador
|
Día de los trabajadores
|
Dia Internacional do Trabalhador
|
|
|
Comemoração do Assalto ao Quartel Moncada
|
Asalto al cuartel Moncada
|
||
|
Dia da Independência
|
Día de la Independencia
|
||
|
Dia de Natal
|
Navidad
|
Proibida durante décadas na cuba revolucionaria a
celebração do natal foi reinstituída em 1998 depois da visita do Papa João Paulo II.
|
|
Patrimônios
da Humanidade
Os
patrimónios da humanidade seleccionados pela UNESCO são :
·
Centro Histórico Urbano de La Habana
Vieja e seu sistema de fortificações coloniais (Ciudad de La Habana)
·
Valle de Viñales (Pinar
Del Río)
·
Trinidad e El
Valle de los Ingenios (Sancti Spiritus)
·
Castillo de
San Pedro de la Roca (Santiago de Cuba)
·
Paisagem arqueológica das
primeiras plantações de café no sudeste de Santiago de Cuba.


































Nenhum comentário:
Postar um comentário